quinta-feira, 24 de junho de 2010

comilança


A delícia de manter-me em pé, deve-se às deturpações monótonas feitas através de pensamentos inquietos, pertubadores de minha paz largada ao colorido da terra rasa, cova que ainda há de cobrir meus olhos escuros.
Por favor, deixe-me ver as cores reverberantes de teu olhar e poder sonhar com aquelas nuvens que subimos na noite em que o céu caiu nas cabeças dos que falam com poesias soltas vindas como o vento que sopra ao ar.
O cheiro, o teu cheiro foi que me seduziu. Não só beijos, quero te cheirar; pescoço, cabelos, pernas, pés, boca, joelho, e as tuas mãos, ai! às tuas mãos jogo a nudez de minha casa marrom.
Deite-se em meus quartos e não peça para largar, pois te deixarei sempre ir, sempre livre. É assim que se profrem os sonhos.

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