Muitas vezes é necessário desrespeitar algumas regras para entender o como.
Como essa macha de café sob a mesa ao meu lado, e a pouca vontade - pra não chamar de preguiça- de limpar.
Sei lá, vou contar uma outra estória...
Era uma vez, não, muito clichê.
Embora o dia estivesse quente, Carmem não conseguia conter o "tremilique" de seus músculos. Há dez dias estava doente, só, e com muito frio.
Na primeira semana de febre a moça foi ao médico, fez exames, tomou remédios e tal, mas nada, absolutamente nenhum efeito fazia. Contudo, no fundo, ela sabia o porquê daquela tremedeira.
Não era gripe, nem falta de gordura para conter a temperatura do corpo, era a saudade e a vontade de ter em seu leito aquele moço novamente.
O moço, chamado Juan , viajava em seu galopante cavalo Tédio, sentia falta de deitar entre os seios e pernas da jovem, porém suas fronteiras estavam além daquela simples cidadela, que absurdamente parecia um sistema fechado, sem trocas com o depois do limiar.
Juan, galopou muito, conheceu outras "chicas", sentiu os mais estranhos perfumes de flores e bostas. Caiu de frente e subiu de costas, e logo João o conheceu -João era um cara que tocava bandolin na rua, pra pegar uns trocados por capim queimado. Juan atropelou João, e isso não fez com que se zangassem, um cuidou do outro,e o machucado sarou, e de desconhecidos tornaram-se amantes.
Enquanto isso, Maria fervia, fervia...
continua...
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