domingo, 3 de outubro de 2010

preciso sair de casa e correr por ai
com as asas de um pássado em extinção

como é difícil acudir
um peito natural no ar de tantas paredes...

sábado, 11 de setembro de 2010

os olhos de meu bem

penso e rabisco
rabisco e penso
risco, traço, tempo
tempo, traço, risco
penso e rabisco
rabisco e penso
risco, traço, penso
penso, traço, risco
tá chovendo
guarda
chuvas
tempo
para
chuvas
guarda
chuvisco
tempo e rabisco
traço e chuvisco
traço e tempo
guarda
penso
guarda
tempo
risco

eu não sou tiranoOOOOo

Não pode levantar! Não pode beber água! Não pode ir ao banheiro! Não pode mexer na porta!

Ai, ai, ai, como assim?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Carmem e Juan- Entre rosas e cavalos... Parte III

Carmnezita correu entre os bosques, quando cansou deitou debaixo de um ipê roxo, olhou para o céu e percebeu que tinha uma seta saindo da lua em direção a algo, piscou os olhos, coçou a cabeça, teve um insight, ela sabia que era ele, ou eles,pois afinal, de quem era aquele nome que acabara por clamar?

Juan e João também observaram que a lua estava diferente, e apresentava uma seta indicando para algo.
- Eita! Será que é a minha Maria? - disseram os dois, mais um vez se olharam com bronca.
Correram juntos...
Em alguma parte do percurso uma chuva de gotas coloridas caiu, os três beberam e caíram no chão.



Continua..

Carmem e Juan- Entre rosas e cavalos... ParteII

(...) e em sua febre chamou o nome de Juan de mil maneiras, mudando a tez e a voz a cada "Juan, Juan, Juanzito".

Enquanto isso Juan e João brincavam pelas travessas, quando de repente, em um súbito devaneio, Juan chamou por Maria, também de diversas formas; - ei , espere!- João, sim, João também passou a chamar pela donzela " Maria. Ai! Maria", e os dois:
- Maria minha! -Com olhares fixos aos céus. Venha "cirandeiroiá" !- um olhou para o outro. Eita! Você também falou isso? Para, para de me imitar! – deixaram a tensão pesar na testa inclinando-se frente a frente para a testa do outro. E cara a cara, suor conta suor, rugiram como dois líderes sanguíneos.
- Urrrhhhhh! – e após o uivo sentiu que sua boca moveu-se sem seus comandos.
Ao mesmo tempo, a boca de Maria Carmem moveu-se pronunciando um nome desconhecido de sua ânsia:]
- João – deu um tranco com os ombros- João!
Há milhas distante daquela oração, sob o luar de um céu estrelado, Maria uivou:
-  Aúúúúúúú!!!!! -rasgou o vestido, arrancou as roupas de baixo e pôs-se a caminhar rumo a qualquer lugar que não sentisse a dimensão da falta que lhe consumia pouco a pouco. Sentiu o coração soluçar e soluçou, mas como? Franziu a sobrancelha enquanto indagava aquele nome. Estaria ela delirando de calor? Sim muito calor, pois o frio que lhe movimentou involuntariamente os músculos, e por fim a febre cessara depois daquele esquisito acontecimento.



Continua....

Carmem e Juan- Entre rosas e cavalos... Parte I

Muitas vezes é necessário desrespeitar algumas regras para entender o como.
Como essa macha de café sob a mesa ao meu lado, e a pouca vontade - pra não chamar de preguiça- de limpar.
Sei lá, vou contar uma outra estória...



Era uma vez, não, muito clichê.
Embora o dia estivesse quente, Carmem não conseguia conter o "tremilique" de seus músculos. Há dez dias estava doente, só, e com muito frio.

Na primeira semana de febre a moça foi ao médico, fez exames, tomou remédios e tal, mas nada, absolutamente nenhum efeito fazia. Contudo, no fundo, ela sabia o porquê daquela tremedeira.

Não era gripe, nem falta de gordura para conter a temperatura do corpo, era a saudade e a vontade de ter em seu leito aquele moço novamente.

O moço, chamado Juan , viajava em seu galopante cavalo Tédio, sentia falta de deitar entre os seios e pernas da jovem, porém suas fronteiras estavam além daquela simples cidadela, que absurdamente parecia um sistema fechado, sem trocas com o depois do limiar.

Juan, galopou muito, conheceu outras "chicas", sentiu os mais estranhos perfumes de flores e bostas. Caiu de frente e subiu de costas, e logo João o conheceu -João era um cara que tocava bandolin na rua, pra pegar uns trocados por capim queimado. Juan atropelou João, e isso não fez com que se zangassem, um cuidou do outro,e o machucado sarou, e de desconhecidos tornaram-se amantes.

Enquanto isso, Maria fervia, fervia...



continua...

que inferno!

Assim, de repente


por medo...

Senti, precavi e tornei-o ausente, mas presente.

Deixei de encontrar,

e o pior de tudo é que ao deixar de ir

foi com o medo que encontrei e perambulei

no meu desafetuoso agir

invada

Aproveite.

Pois o reino dos céus está na Terra, e morte pode ser apenas o esquecimento.

Grite.
Pois o silêncio pode ser sua sentença de alienação.

Sonhe.
Pois a realidade é uma mera combinação de fatos.

Morra.
Pois viver é sinônimo.

Silencie.
Pois barulho demais ensurdece os signos.

Acorde.
Pois o simples fato de acordar pode ser mais sonhador do que imagina.

cativeiro

Sentir o que estar por vir é algo que necessito transcender.

Pois se rezo,

é com olhos fechados,

justamente para cair em lânguidas lágrimas de desejo sem fim.

São nas rezas que nossos corpos enamoram

E a boca, ai tua boca,

como espero que salive em minha nuca outra vez

com beijos sutis  quero alimentar cada curva de tua perna

que enlaça como braços os meus quadris, e me torna cativa de tal virilidade.

Volupto rapaz que não me deixa em paz

comilança


A delícia de manter-me em pé, deve-se às deturpações monótonas feitas através de pensamentos inquietos, pertubadores de minha paz largada ao colorido da terra rasa, cova que ainda há de cobrir meus olhos escuros.
Por favor, deixe-me ver as cores reverberantes de teu olhar e poder sonhar com aquelas nuvens que subimos na noite em que o céu caiu nas cabeças dos que falam com poesias soltas vindas como o vento que sopra ao ar.
O cheiro, o teu cheiro foi que me seduziu. Não só beijos, quero te cheirar; pescoço, cabelos, pernas, pés, boca, joelho, e as tuas mãos, ai! às tuas mãos jogo a nudez de minha casa marrom.
Deite-se em meus quartos e não peça para largar, pois te deixarei sempre ir, sempre livre. É assim que se profrem os sonhos.

Ciro e Estela- Enquanto, muita coisa...Parte II

Após negar a visita de Ciro, Estela pôs o celular sobre a cadeira da cozinha e caminhou lentamente para o quarto. Passo a passo, o coração jovem da moça palpitava e as lágrimas percorreram seu lindo rosto moreno.  Num súbito devaneio, esqueceu-se de recolher o lixo de cigarro sobre a mesa da cozinha, deu meia volta, e frente à mesa deparou-se com seu pai:
- E ai Bezão? Tudo bem?- abriu a geladeira em busca de leite.
- Tudo pai, tudo bem sim! - com desapontamento.
- Não me parece, o que está acontecendo? Você brigou com sua mãe? Está apaixonada denovo?- abriu  o armário e encontrou o achocolatado.
- Não pai, não é nada disso, estou com uma bosta de uma dor de cabeça!- inclinou-se para frente com as mãos sobre as têmporas.
- Já tomou remédio?
- Sim, pai, já tomei sim.
- Olha  lá no armário do banheiro tem mais... - misturou leite com achocolatado no copo e mexeu com a colher.
- Ok. - disse em voz baixa, olhando para o chão, moveu-se para o quarto antes mesmo que o seu pai terminasse a frase.
- Qualquer coisa me avisa tá! - largou a colher e a xícara, foi até a porta da cozinha e buscou uma visão da movimentação da filha até o quarto, lembrou-se da xícara sobre a mesa e voltou-se para o primeiro gole do dia. Preocupado ligou para Tânia:
- Alô, amor!
- Oi Sassa!
- Acho que a Estela não está bem!
- Sério, quando eu voltar conversarei com ela.
- E aí, você compra pão e queijo? Hoje eu não vou sair, vou assistir o jogo com o Zeca, chegue cedo!
- Tá bom, é isso mesmo. Pães e queijos, e mais alguma coisa?
- É isso né. Beijos amor. Tchau.
- Tchau. Fica de olho no nosso bebê- referindo-se Estela.
- Aham - com tom de afirmação.

papel molhado














há os que vivem a margem
e apagam a luz da lua na madrugada para dormir
acordam despertados por carros e pessoas
...
esquecidos, até pela religião
onde apenas uma pessoa divide o pão
e as outras seguem o exemplo dessa representação
invés de agir
...
faz muito tempo que a rua é uma casa de papel,
molhada e amassada pelo vento das delícias do sistema
que nos joga à beira de uma vida que somos obrigados a não deixar ruir ?
pois bem, graças a inconstância
nada e tudo apodrecerá,
junto com cada precoce conceito humano:
não quão selvagem como elefantes assustados ou leões esfomeados,
simplesmente gente que faz agentes da dominação
...
ah! há e os que calam.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ciro e Estela- Enquanto muita coisa...Parte I

O dia estava nublado, o clima estava estava quente, e a dor de cabeça de Estela não passava. Aproximou-se da janela, olhou para os carros estacionados na rua, sentiu um calafrio frio que chegou com o vento, colocou a mão no bolso, apalpou o maço e acendeu mais um cigarro. Enquanto digitava um sms direcionado a Ciro, o mesmo a contactou, o celular tocou:
- Alô!
-Oi Estela, tudo bem?
- Sim, e você?- dizia enquanto reconhecia a voz de Ciro.
- Bem também.
- É, eu estou com saudades...
- Eu também. - disse aflita
- A gente pode sair hoje?
- Acho que não, estou com dor de cabeça.
- Puts! Mas então, a gente pode sair outro dia? Eu quero te ver, ficar com você, beijar essa sua boca linda, o que você acha?
- Ah! Eu acho que a gente poderia sair outro dia mesmo, pode ser?
- Claro.
- Então, depois a gente conversa.
- Ok. Depois a gente conversa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

presságio

um dia eu ainda postooOOOOo